sábado, 13 de março de 2010

Reféns da modernidade


Texto escrito para a coluna "Agenda do Repórter", do jornal 'Estadão do Norte'. A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas nas sextas-feiras.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 22/01/10.

Reféns da modernidade

Cada dia que passa observo que estamos ficando reféns da modernidade, reféns da internet, da energia, dos telefones, entre diversas outras coisas que nos ajudam, e muito, nos trabalhos do dia-a-dia, mas quando faltam também nos atrapalham. Durante esta semana, por diversas vezes fiquei impossibilitada de ‘fazer’ algumas matérias devido a esta dependência.
Faltou à energia, alguns telefones não funcionam. Alguns fixos são a energia e deixam de receber e fazer ligação, os celulares acabam a bateria e ficam impossibilitados de serem usado. O computador também necessita de energia, e quando não é a falta de energia, é a internet que não está ‘prestando’, é vírus, uma série de problemas que impossibilitam colher qualquer tipo de informação, porque em muitos locais as informações estão arquivadas somente no computador.
Estava fazendo uma matéria sobre um tipo cooperativa, fui até a sede da instituição para pegar algumas informações, chegando lá a secretária sem graça me dá a noticia.
-- Poxa, estamos sem internet e não posso acessar o banco de dados, liguei pro técnico e ele só vai poder concertar amanhã. Eu ligo pra senhora depois e marco uma hora, quando a internet estiver funcionando.
Ok, fiquei sem as informações porque ela não tinha isso em outro tipo de arquivo. Outro dia, precisava falar com outro entrevistado, e não consegui porque o celular dele estava sem bateria, no dia seguinte quando consegui falar com ele, o próprio me explicou o que tinha acontecido. E esses casos são poucos no meio de muitos que já passei, que já vi pessoas passando e que outros ainda vão passar.
Adoro a modernidade, e sou refém assumida dela, mas também penso em como será a vida daqui a dez anos, ou até menos, como estará a vida com a modernidade daqui há três anos? O quanto estaremos reféns de toda essa tecnologia?

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
Cursando Pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico de Comunicação
Tel: 9914-2858
E-mail e MSN: quets_ruiz@hotmail.com

Interrogações esperando respostas


Texto escrito para a coluna "Agenda do Repórter", do jornal 'Estadão do Norte'. A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas nas sextas-feiras.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 15/01/10.

Interrogações esperando respostas

Assistindo aos noticiários dos últimos dias, vi uma matéria sobre a filha que ajudou o namorado a assaltar a própria mãe. Veio-me a cabeça vários outros casos, de filhos que cometem crimes contra os próprios pais, de pessoas idosas que são espancadas, exploradas, e muitas vezes pelos próprios parentes, de pais que cometem crimes contra os próprios filhos, entre diversos atos ‘bárbaros’ que temos visto nos dias de hoje. Mas, o mais intrigante em tudo isso, é o envolvimento de pessoas próximas a vitima.
Será que os pais, as autoridades, psicólogos, será que alguém teria como evitar esses acontecimentos. Será que alguma atitude, algum ato evitaria esses fatos? Se a mãe dessa menina, que ajudou o namorado no assalto, fosse mais ‘rígida ou mais liberal’ teria conseguido evitar o fato? O que poderia ser feito para evitar que pais abusem, maltratem, espanquem, ou fizessem qualquer coisa contra seus filhos?
São interrogações que vem a minha cabeça. Será que teria como evitar tudo isso ou será que é da índole da pessoa, será que é algum ‘problema psicológico’? Será que foi uma má criação, má influência? Será que sofreu algum tipo de abuso físico ou mental? São tantas as interrogações, e creio que não só eu me pergunto isso, mas acredito que outras pessoas também tenham essas mesmas interrogações.
Nos dias de hoje, as pessoas andam desconfiadas de tudo e de todos, andam pelas ruas observando tudo, tentando evitar, ‘de alguma forma’, se tornar uma vitima. E com razão. Temos visto tantas coisas ruins, acontecimentos que tem surpreendido a todos, e esses acontecimentos já estão ficando tão comuns que muitas pessoas já deixaram de se surpreender. Será que algum dia pelo menos uma dessas interrogações será respondida?

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
Cursando Pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico de Comunicação
Tel: 9914-2858
E-mail e MSN: quets_ruiz@hotmail.com

Desejo de melhoras


Texto escrito para a coluna "Agenda do Repórter", do jornal 'Estadão do Norte'. A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas nas sextas-feiras.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 08/01/10.

Desejo de melhoras

Em minha ultima agenda, escrevi sobre as expectativas para 2010, sobre as coisas boas que todos pensam e a energia positiva, mas nesta virada de ano o que vimos em Porto Velho foram chuvas, alagações, desmoronamentos, pessoas perdendo suas casas, várias doentes pela dengue, entre diversos outros problemas que afetaram os moradores da capital.
E não podemos esquecer das outras localidades, como o desabamento em Angra dos Reis, a ponte que foi destruída pela força das águas no Rio Grande do Sul, em Uberaba, que choveu em uma noite o esperado para uma semana. São tantas as coisas ‘ruins’ que aconteceram, tantas mortes e tantas perdas neste final de 2009, que nos fazem pensar como será 2010.
Espero que aquela história de que ‘tudo o que acontecer no reveillon acontecerá no resto do ano’, não seja verdade, ou que pelo menos não se realize em 2010. Foram muitas coisas ruins, e pelas previsões do tempo que estão sendo noticiadas poderão acontecer novamente, aqui mesmo em Rondônia, as previsões são para mais chuvas em Janeiro e Fevereiro.
Os casos de dengue tem aumentado, o numero de pessoas desabrigadas tem crescido, o numero de crianças utilizando drogas tem crescido, tem crescido também o numero de mulheres agredidas, o numero de mal-tratos a crianças também tem alarmado os conselhos tutelares.
Realmente, depois de todas essas noticias ruins, espero que os desejos e pensamentos, que todas as energias positivas e ‘mandingas’ que foram liberadas e feitas na virada do ano comecem a fazer efeito.

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
Cursando Pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico de Comunicação
Tel: 9914-2858
E-mail e MSN: quets_ruiz@hotmail.com

Pensamentos Positivos


Texto escrito para a coluna "Agenda do Repórter", do jornal 'Estadão do Norte'. A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas nas sextas-feiras.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 01/01/10.

Pensamentos Positivos

Banhos da sorte, pétalas de rosas, comer sete uvas, pular sete ondas, comer lentilha, arruda na carteira, usar branco, comer maçã, trevo, dente de alho, entre milhões e milhões de simpatias e supertições para iniciar o ano com o pé direito e atrair boas energias para 2010.
As comidas são as maiores atenções para a virada, carne de porco deve ser o prato principal da ceia, servida à meia-noite. Como o porco fuça pra frente, garante armários cheios o ano todo. Evite o peru, que cisca para trás. Nozes, avelãs, castanhas e tâmaras, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura. Merengue ou suspiro devem ser comidos logo após à meia-noite, para ter um ano doce.
Todos com pensamentos positivos, desejando saúde, paz, prosperidade, amor, sorte, todos os melhores sentimentos que carregamos dentro de nós desejamos para o próximo. Momentos de renovação, de fazer planos, listas de pedidos que foram realizados em 2009 queimadas, novas listas para 2010.
Desejos de um 2010 com menos violência, corrupção, acidentes, sem guerras, tudo que é ruim que seja menos, tudo que é bom que seja mais.
O mais importante de tudo isso é que todos esses desejos, simpatias, superstições, nada disso irá funcionar se as pessoas não acreditarem e se principalmente não começarem a agir ao invés de simplesmente imaginar. Confesso que não sou muito ‘crente’ de todas essas simpatias e supertições, acredito mais no fazer, pensamentos positivos ajudam, mas atitudes é que fazem com que esses pensamentos se realizem. Então vamos pensar bastante em todas essas coisas boas, mas principalmente, vamos fazer acontecer. Feliz 2010!
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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
Cursando Pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico de Comunicação
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E-mail e MSN: quets_ruiz@hotmail.com

Mistura de sentimentos


Texto escrito para a coluna "Agenda do Reporter", do jornal 'EStadão do Norte'. A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas nas sextas-feiras.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 25/12/09.

Mistura de sentimentos

As comemorações de Final de Ano se revelam uma verdadeira mistura de sentimentos. Fico feliz pela simbologia, pelas festas, pelos presentes, pela união que a data evoca nas pessoas, a população fica mais humana, ajudam mais o próximo, as campanhas de doações ganham força em época de Natal e Ano Novo.
As famílias se reúnem, as pessoas que estão brigadas fazem as ‘pazes’, enfeites de Natal, compras de final de ano, tudo isso, entre várias outras situações, nos remetem aos sentimentos de felicidade, alegria, paz e harmonia.
Mas também me levam a tristeza, lembro de pessoas importantes que faziam parte de minha vida de não estão mais ‘entre nós’. Surgem lembranças das festas com toda família reunida, de salões de festas cheios de tios e tias dançando, de primos e primas brincando, festejando, de mesas fartas de iguarias de finais de ano.
Retorno ao sentimento de alegria, das pessoas que conseguiram doações através das campanhas beneficentes e que por isso poderão ter um natal menos complicado, de pessoas que reencontram familiares, alegria das uniões, dos festejos e confraternizações.
E, volto a tristeza, lembrando dos menos favorecidos, das pessoas que moram nas ruas, de pais de famílias sem condições de oferecer um Natal apropriado para seus filhos. Fico triste pelas pessoas que por motivos de saúde não poderão estar junto de seus familiares.
Devido a tudo isso, penso no Natal como uma mistura de sentimentos, uma roda gigante, com seus altos e baixos, prós e contras. Festas de final de ano é uma verdadeira confusão, mas, mesmo assim, a população vive, comemora, e espera novamente essas datas festivas, mais um natal, mais um ano novo, e toda essa espera envolta de esperança.

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
Cursando Pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico de Comunicação
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Cultura além do tempo

Texto escrito para a coluna "Agenda do Reporter", do jornal 'EStadão do Norte'. A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas nas sextas-feiras.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 18/12/09.

Cultura além do tempo

Certo dia, saindo do jornal com a equipe da redação, comecei a cantarolar uma musica da dupla ‘Jane e Erondi’, o fotógrafo que nos acompanhava começou a achar graça e comentou, “Há muito tempo não escutava esse tipo de música”. Lembrei de um dos chefes de minha mãe, que também achava graça quando eu, ainda criança, cantava músicas da ‘Jovem Guarda’.
Sempre convivi com pessoas mais velhas do que eu, e devido a esta convivência aprendi várias coisas que se diferenciavam da minha idade.
Amigos acham graça e até me perguntam como comecei a escutar musicas de Caetano Veloso, Torquato Neto, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé, entre diversos outros. Sempre brinco com eles e digo: “Isso foi uma boa educação, fui criada com avó”. Não estou aqui desfazendo das músicas atuais, cada pessoa tem seu próprio gosto, tem suas escolhas, às vezes também gosto de escutar as músicas que estão na moda, mas não posso negar que se precisar escolher, vou escolher um Cd de MPB, de Chico Buarque, Caetano, são escolhas minhas, aprendi desde pequena a escutar e conviver com esse estilo de música.
Gosto muito de ler sobre o Movimento Tropicalista, sobre a Jovem Guarda, e principalmente sobre a época da Ditadura, que conforme as leituras que faço dos materiais produzidos sobre o tema, foi o período que surgiu uma seleção de músicas com letras em duplo sentido que tentavam driblar a censura.
Com leituras e música a minha imaginação vai longe e me transporto para aquele período, fico imaginando como seria minha vida se tivesse vivido essas historias, se tivesse presenciado o nascimento dessas musicas, como era a vida com todos esse fatos culturais e históricos acontecendo, e também imagino como seria os dias atuais se nenhum desses movimentos culturais tivessem acontecido.

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
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Lembranças do tempo de criança

Tenho escrito, no jornal 'Estadão do Norte', uma coluna que é publicada toda sexta-feira. Faz parte da coluna "Agenda do Repórter". A partir de agora vou postar os textos que forem publicados na coluna. Vou começar postando os antigos e depois irei fazer atualizações mais recentes.

Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 11/12/09.

Lembranças do tempo de criança

Quando criança meus pais levavam a mim e meu irmão ao ‘Mirante III’, na época tinha uma parquinho em frente à Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, com balanço, escorrega, diversos brinquedos, e lá passávamos horas brincando, tomávamos sorvete, eram as melhores horas da minha vida, passar todo o tempo com meus pais, pois eles trabalhavam durante toda a semana e somente no final de semana tinham tempo pra gente.
Passava o ano todo esperando chegar as férias para poder visitar primos e tios, passava as férias com meus primos, andando de bicicleta na rua, brincando de pega-pega, pular corda, diversas brincadeiras de crianças. Meus pais também nos levavam para comer peixe na beira do Rio Madeira, sempre íamos à mesma barraca, já era tradição, almoçar na beira do rio.
Lembro-me também que no Aeroporto de Porto Velho, tinha um terraço, onde os visitantes poderiam subir e ficar olhando os aviões decolar e pousar, era uma diversão pra mim e meu irmão, ver aqueles aviões enormes, ficávamos horas olhando, imaginando como aquelas ‘coisas enormes’ conseguiam levantar vôo, a imaginação ia longe.
Hoje estou com 22 anos e minha irmã mais nova com 09, ela já não desfruta de episódios como esses, hoje está tudo mais corrido, se antes meus pais só tinham tempo pra gente aos finais de semana, agora nem nos finais de semana.
O parquinho em frente à Igreja já não existe mais, a barraca que servia peixe não está mais no mesmo lugar, as ruas não são mais calmas, impossibilitando as brincadeiras de crianças, o terraço do aeroporto também não existe mais. Hoje minha irmã passa a maior parte do tempo assistindo televisão, na internet, e quando temos tempo ficamos todos em casa aproveitando para descansar antes de começar a rotina novamente.
Não faz muito tempo que eu podia desfrutar desses prazeres da infância, e minha irmã já não tem a mesma oportunidade, fico imaginando o dia que tiver filhos, como será a rotina deles, como estará o mundo quando eles chegarem, se chegarem, fico pensando no futuro, porque o passado já passou e o presente também já se foi a um segundo.

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
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sábado, 28 de novembro de 2009

Teoria para jornalistas


Uma das teorias que mais escutei na época em que frequentei a faculdade de jornalismo era que: o jornalista não pode se envolver com a matéria que vai produzir, tem que ser o mais imparcial possível, e principalmente tem que ser ‘sangue frio’, se for fazer uma matéria de acidente e tiver várias pessoas mortas, sangue escorrendo, tem que ter estômago para suportar, se for cobrir alguma “desgraça”, alguma família necessitada tem que passar a informação, não pode demonstrar sentimentos porque isso influencia na opinião do receptor. Ok, tudo muito fácil na teoria, agora vejamos na prática.

Como não se comover e não mostrar sentimentos quando você é convocado para fazer uma matéria sobre uma menina de dois anos que foi abandonada pela mãe por ter câncer? Como não se envolver quando tem que falar sobre famílias que perderam tudo em uma “tragédia” e não tem onde morar, o que comer, não sabem nem o que fazer? Como falar de adolescentes, de pais e mãe de famílias, ou até mesmo de crianças que morrem nas mãos de bandidos sem se sentir comovido com isso? Com não se indignar ao ter que relatar que uma criança foi violentada fisicamente, sexualmente, psicologicamente, e que muitas vezes essa violência vem dos próprios pais, de pessoas das quais elas confiam e se entregavam de corpo e alma? Como relatar e mostrar as imagens das pessoas que passam fome ou sofrem com doenças na África? Como não se envolver e se manter imparcial com tantos assuntos ‘catastróficos’ do nosso cotidiano?

Um certo dia, não faz muito tempo. Conversando com outros amigos jornalistas, falando sobre esse tipo de matéria, um dos meus amigos começou a chorar, justamente por se lembrar de uma matéria que ele relatou, onde falava de uma garotinha de um ano e quatro meses, que estava abandonada no Hospital de Base. A mãe já tinha abandonado outros três filhos e acabara de entrega-la ao Conselho Tutelar de Porto Velho. O fato era que a criança estava com câncer no fígado, muito debilitada, com muitas dificuldades, em estado grave mesmo. Esse jornalista me relatou que quando o fotografo entrou no quarto, a criança rapidamente escondeu o rosto, com medo, assustada, (sabe-se lá o que passava pela cabeça daquela criança) abandonada ali.

Ele conseguiu fazer a matéria, se segurou, foi sangue frio, no momento não se envolveu com a matéria, como os mestres da academia tanto indicam, mas ao me contar a historia, longe da redação, longe de tudo, ele chorou com pena daquela criança, se lembrando da face daquela criança ali assustada, se comovendo com a situação e lembrando de sua filha que estava longe. Agora me responda você leitor. Você seria sangue frio, ou se comoveria com a cena?

"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura." (Che Guevara)

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Quetila Ruiz
Formada em Jornalismo pela Faculdade Interamericana de Porto Velho - Uniron
Cursando Pós-graduação em Gestão e Planejamento Estratégico de Comunicação
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

CineOca


Geógrafo Milton Santos é tema de documentário hoje no CineOca


O premiado documentário “Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global visto do lado de Cá”, do cineasta Silvio Tendler, sobre um dos intelectuais mais importantes do Brasil, é atração de hoje no CineOca, às 20h, no Cinesesc Esplanada. O filme premiado em vários festivais faz parte da programação temática de novembro que homenageia Zumbi dos Palmares, símbolo da batalha pela liberdade dos negros. Todos os filmes exibidos neste mês, em vários aspectos, refletem sobre a consciência negra e os reflexos que a escravidão provocou na cultura brasileira.


No filme desta terça, dia 24, uma entrevista com o geógrafo Milton Santos cinco meses antes de sua morte, que serviu de guia do documentário sobre o desequilíbrio entre o crescimento de países ricos e o afundamento da pobreza em países subdesenvolvidos em decorrência da globalização econômica. O pensador brasileiro do século XX batizou de "globalitarismo" o modo como a abertura econômica internacional conseguiu, entre outros feitos, explorar mão-de-obra escrava.


Aplauso da Crítica

Segundo o professor doutor José Borzacchiello da Silva, da UFC, “Trata-se de um documentário que enaltece a capacidade interpretativa de Milton Santos diante de um mundo em processo acelerado de transformação. Toda a experiência do cineasta se manifesta na universalização da linguagem. Imagem, texto, narração e trilha sonora se entrosam de forma magnífica. Milton era o protótipo do cidadão universal. Essa condição exigia dele uma leitura rigorosa da realidade, que emergia do inconformismo com a dor e a miséria do mundo. Sua forte capacidade de se indignar e de denunciar foi capturada pelas lentes de Sílvio Tendler. Munido do discurso do mestre geógrafo buscado em entrevistas ou em edição de pronunciamentos em eventos, Sílvio faz o contraponto com um cenário em que a globalização mostra toda sua crueldade. O documentário angustia. A gente sofre na seqüência do filme. Milton é duro. Entretanto, ele semeia a crença no futuro. Ele vê a possibilidade de luz no fim do túnel.”


Biografia

O geógrafo baiano Milton Santos acumulou numerosos títulos honoris causa pelo mundo. Foi o único intelectual fora do mundo anglo-saxão a receber, em 1994, o prêmio Vautrin Lud, o “Nobel” da geografia.

Entre os últimos prêmios recebidos por Milton Santos estão o de Homem de Idéias de 1998, oferecido anualmente pelo “Jornal do Brasil” ao intelectual de maior destaque no ano, e o Prêmio Gilberto Freyre de Brasilidade, em 2000, oferecido pelo Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

Milton Santos escreveu mais de 40 livros, publicados no Brasil, França, Reino Unido, Portugal, Japão e Espanha. Conciliava seu trabalho acadêmico com a participação na Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, da qual fazia parte desde 1991, e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano.

Milton Santos buscava tirar a geografia de seu isolamento, agregando contribuições da economia, sociologia e filosofia. Entre suas obras mais importantes estão: “O Centro da Cidade de Salvador” (1959); “A Cidade nos Países Subdesenvolvidos” (1965); “O Espaço Dividido” (1978); “Espaço e Sociedade” (1979); “Espaço e Método” (1985); “A Urbanização Brasileira” (1993); “Por uma outra Globalização” (2000).
Autora e Fonte: Simone Norberto

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Quetila Ruiz
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio 2016!?

Nossa que legal,,,as olimpiadas de 2016 serão realizadas no Rio de Janeiro. Agora eu me pergunto, será que o povo brasileiro sabe as mudanças que realmente acontecerão? Será que sabe o que irá acontecer com a economia, o que irá mudar em estrutura física pra suportar as pessoas que virão para prestigiar as olimpiadas, para participar das olimpiadas?!.
Nesse final de semana estava reunida com amigos e fiz esse questionamento, sem querer polemizar, foi mais pra puxar assunto mesmo, e estranhei as respostas que obtive. Fiz esse questionamento, o que você acha das olimpiadas no Brasil?! As resposta em sua maioria partiram pro principio de quê será legal poder ir assistir as olimpiadas sem gastar muito afinal será no Brasil mesmo, é mais fácil. Que os jogos serão legais, irá trazer pessoas de fora pra conhecer o Brasil. Obtive esse tipo de resposta, ai questionei: E ninguem pensa nas mudanças que isso irá trazer?! Ninguem tá pensando na economia, nas estruturas?! Torceram para as Olimpiadas no Brasil, mas simplismente para que pudessem ver os estrangeiros por aqui, para verem as competições com mais facilidade e menos custo, eita maravilha.
Não quero ser piegas e muito menos demagoga, mas é que as respostas que obtive me deixaram pensativa, comentei só pra puxar assunto e estranhei as respostas. Será mesmo que as pessoas sabem os reais motivos dessa Olimpiada, as reais mudanças que irão acontecer?!
Será que eu estou sendo chata com esse assunto ou meu questionamento é válido?!
Sei lá, as vezes acho que eu é que penso besteiras demais.
Bjus
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