segunda-feira, 11 de julho de 2016

Visite o 'varal histórico' de Porto Velho


Mercado Central fundado na década de 60, Prédio do Relógio construído na década de 50, Estrada de Ferro Madeira Mamoré construída na década de 10 e no meio de tanta história um varal de roupas e uma "casinha improvisada", esse é o cenário de quem visita os pontos históricos no centro de Porto Velho.

Na sexta-feira, 8, os comerciantes, visitantes e frequentadores assíduos do Mercado Central se deparavam com esta cena. Com restos de madeira e papelão, moradores de rua "construíram" uma casa na calçada do Prédio do Relógio, que fica ao lado do Mercado. Não satisfeitos em ocupar toda a calçada com sua "casa", os moradores fizeram da cerca do Prédio um varal para secar suas roupas.

Essa é a realidade do centro histórico da capital. O que deveria ser um passeio agradável, repleto de informações se transforma em um passei de medo, mau cheiros e visões nada agradáveis. Porque não é somente esse fato dos moradores de rua e seu varal de roupas. Ao lado do mercado existe uma verdadeira "multidão" de usuários de drogas, que intimidam qualquer visitante. Tirar uma foto nem pensar, é comum o relato de roubos de celular e máquinas fotográficas. O assédio para "cuidar" dos carros em troca de moedas é outro problema. E como eles "moram" ali, nas calçadas, os arredores do Mercado Central fica um mau cheiro insuportável, impossibilitando o passeio pelo local. Alguns deles chegam a entrar no Mercado, incomodando os comerciantes e seus clientes, visitantes...

E claro, não se ouve falar em projetos ou ações concretas para minimizar esse problema e revitalizar o centro histórico de Porto Velho. Isso para não entrar na questão das praças, que se tornaram um verdadeiro "camelódromo", impossibilitando qualquer espaço de lazer.  "Vamos reformar a Estrada de Ferro".."Vamos revitalizar o Prédio do Relógio"..."o Mercado Central tem que ser melhor aproveitado"...uma conversa que todos nós conhecemos, muito se promete e nada se conclui, nada é feito. E todas essas promessas se transformam em estória.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A vergonha da falta de incentivo aos nossos atletas

Há algum tempo, dirigindo pelas ruas de Porto Velho, me deparei com atletas do TaekWondo nos cruzamentos de avenidas, pedindo apoio para participar do 33º Campeonato Brasileiro. Outro dia, as atletas de Ginástica Rítmica pediam apoio através da campanha “Adote uma Ginasta”. Esses são alguns dos diversos casos de pedido de apoio que os atletas do estado de Rondônia são obrigados a fazer para seguir essa carreira, esse sonho.

A grande maioria da população gosta de sentar em frente a televisão e assistir as Copas do Brasil, os Jogos Olímpicos, mas não pensam em incentivar um atleta. Entra governo, sai governo e a falta de incentivo continua. As empresas chegam em nosso estado, crescem, lucram e também não apoiam nossos atletas; as empresas sim, porque afinal também tem o incentivo privado. Já que lucram, e muito, em nosso estado, porque não dar um apoio ao esporte.

O esporte que tira os jovens da marginalidade, das drogas, que livra da violência e salva vidas. O esporte que coloca o nome do nosso estado para o país de forma positiva e não da forma que vem sendo exposto nos últimos dias, com corrupção, políticos presos, operações das Polícias Federal e Civil, Ministério Público.....

Será que um dia esse cenário vai mudar?! Será que um dia nossos atletas terão apoio?! Eu sei, são tantos os problemas que nós enfrentamos, saúde, educação, infraestrutura, etc, etc, etc.... Mas temos que começar por algum lugar. Temos que começar o debate e encontrar soluções para esses  problemas. As eleições estão chegando, e você, como está sua análise crítica?!


Obs1: Sabe as atletas de Ginásticas Rítmica?! Elas conquistaram 21 medalhas no Torneio Regional de Ginástica Rítmica da Região Norte, realizado em Belém/PA e garantiram vaga na fase nacional da competição que será disputada em Porto Alegre (RS). 





Obs2: "Fiquei sabendo" que o empresário Antonio Bisconsin da Concreaço da Amazônia patrocina a judoca Amanda de Oliveira Arraes. Neste final de semana, 17 e 18 de junho, ela estará em Lauro de Freiras/BA, representando Cacoal e RO na Taça Brasil de Judô sub 21. Evento que inicia a qualificação dos melhores atletas para o novo ciclo olímpico de judô da Confederação Brasileira.





e-mail: quetilaruiz@gmail.com



segunda-feira, 28 de março de 2016

Falta de iluminação: um problema sem fim

Andar pelas ruas de Porto Velho no período noturno é complicado, a falta de iluminação coloca a população em risco. Há duas semanas, um salão de beleza na avenida Calama, bairro Olaria foi alvo de bandidos que levaram todo os equipamentos de trabalho das proprietárias. O salão fica em um local bem movimentado, mas com precariedade de iluminação pública. Somente com iluminação dos estabelecimentos do local.

No final da tarde, muitas pessoas vão até o 'Espaço Alternativo', na avenida Jorge Teixeira para caminhar. Em alguns pontos até que podemos constar uma boa iluminação, mas infelizmente, onde está a parte maior da construção abandonada a iluminação é zero. Acho que o Poder Público não coloca iluminação para tentar esconder o abandono da obra, o que deixa o local livre para ação de marginais que se escondem facilmente no local.

O mesmo acontece na avenida dos Imigrantes, a iluminação pública é precária. Estudantes do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) ou da Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia (Fatec) que precisam passar pelo local no período noturno sofrem com a falta de iluminação e correm perigo. Muitos alunos já relataram casos de assaltos.

Essas situações acontecem em pontos centrais da capital, agora imaginem como não está nos bairros periféricos de Porto Velho. O que os estudantes passam ao sair das escolas à noite?! O que os pais e mães de família sofrem após o trabalho para chegar em suas residências?! Todos os anos de eleição são as mesmas promessas e nada é feito. Alguma coisa tem que mudar!

quarta-feira, 23 de março de 2016

UMA DEMOCRACIA HONESTA SOBREVIVE SEM JUSTA REFLEXÃO? - Por Dom Moacyr

Há um provérbio português interessante, cuja origem se perde nos tempos remotos da tradição lusa. Ele é capaz de retratar, com certa fidelidade, nosso conturbado momento presente: “Em tempo de guerra, mentira como terra”.

Ao não aceitar o resultado final do processo eleitoral do ano de 2014, grupos políticos distintos deixaram de exercer um papel extremamente útil à sociedade, qual seja, o de construir uma oposição política capaz de propor e de fiscalizar o governo eleito, para se entregar a um espírito pequeno e destruidor da saudável organização social de nossa tenra democracia ainda em construção.

Todos somos simples mortais, passíveis de erros, equívocos e de pecados, muitos deles impublicáveis. Isso vale para o campo pessoal, espiritual e social. No frigir dos acontecimentos, a mola propulsora de um maior ou menor avanço de uma nação se pauta na sua capacidade em fortalecer estruturas e marcos jurídicos (pactuados de forma cristã e nos espaços adequados), com vistas à defesa dos reais interesses da sociedade como um todo.

Tendo isso como uma das premissas básicas para tais reflexões, não deixa de ser preocupante a forma como tem ocorrido o processo de informação no país, produzida de modo parcial e centralizada, de classificação. Como ela (a informação) vem sendo utilizada com o objetivo de consolidar interesses políticos e econômicos de castas historicamente abastadas pela riqueza da nação ou a serviço dela. Em um país, de tamanho continental, nove famílias (Abravanel – SBT, Edir Macedo – Record, Cívita – Abril, Frias – Folha, Levy – Gazeta, Marinho – Globo, Mesquita – Estado de SP, Nascimento Brito – Jornal do Brasil, Saad – Band) dominam mais de 70% de todos os veículos de comunicação da sociedade brasileira. Esse é o melhor caminho para o fortalecimento da cidadania?

Os referidos dados corroboram, tristemente, algumas das conclusões do Fórum Mundial de Direitos Humanos, acontecido entre os dias 10 e 13 de dezembro de 2013, em Brasília. Naquela oportunidade, Frank La Rue, relator especial da ONU para a liberdade de expressão, destacou: “a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos é um grave problema a ser enfrentado pelas sociedades modernas”. 

Assistimos hoje a um massacre dos grandes veículos de comunicação em prol da derrubada de um governo, com forte vínculo social, pelo fato de as forças conservadoras não aceitarem o distanciamento do poder imposto a eles pelo voto popular. Conforme atestam os juristas com reconhecida credibilidade, não existe fato jurídico capaz de condenar a presidenta eleita. O atual governo está eivado de erros a serem corrigidos (pecados impublicáveis). Não obstante, não é pela quebra da constitucionalidade que se constrói uma democracia mais forte. O nome disso é “golpe”.

Como é possível a sociedade aceitar que uma mulher eleita com 54,3 milhões de votos, sem qualquer denúncia formada, seja afastada do cargo sob o comando de um Presidente de Câmara de moralidade questionadíssima, mediante um colegiado de 130 membros, dos quais 34 respondem a ações criminais e administrativas de diferentes envergaduras no STF?

Os grandes veículos de comunicação não têm se pautado pela verdade e pela transparência. Trabalham em um conluio vergonhoso, com o propósito de alterar a vontade popular consagrada nas urnas em determinado momento. O que os move não é o interesse social, moral ou ético. Estão longe disso. O que os movimenta é justamente a perpetuação da recorrente omissão do Estado frente aos históricos e nefastos processos de corrupção.

As pessoas possuem o direito de serem informadas com isenção, tempestividade, responsabilidade ética e moral, mesmo que isso signifique ser politicamente contrário aos pensamentos do dono do veículo de comunicação. 

A reflexão honesta a ser feita de modo individual, objetivando escolhas a partir de seus valores pessoais deve e precisa estar pautada em informações dignas e as mais isentas possíveis. Sem isso, o processo de escolha do cidadão estará contaminado e a democracia ferida de morte.

Independentemente de quaisquer juízos de valores, nos dias de hoje, a qualidade tendenciosa das informações de nossos grandes veículos de comunicação não atende ao interesse do povo simples, honesto, trabalhador e carente de políticas públicas mais includentes. 

Dom Moacyr
Bispo Emérito de Porto Velho. Foi Bispo no Acre e Arcebispo em Porto Velho. Ex Presidente Nacional da CPT e militante dos Direitos Humanos.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Uma parcela da população esquecida em Porto Velho

Cursei os ensinos médio e fundamental na escola Barão do Solimões, centro de Porto Velho. No período da tarde, após as aulas, juntávamos uma turma de amigos e seguíamos em direção à praça Marechal Rondon. Após conversas e ‘folias’, íamos pra casa, as vezes perdíamos a hora e pegávamos a última volta da linha de ônibus. Eu, particularmente, morava na Zona Leste, e após descer na parada, ainda caminhava uns 15 minutos para chegar em casa; tudo isso à noite. O medo existia, mas não era o pavor que sentimos atualmente ao andar pelas ruas da capital com o crescimento da violência, mas por sorte nunca fui assaltada.

Mas hoje, andando pelas ruas centrais de Porto Velho, vejo que minha irmã, com a mesma idade que eu tinha tempos atrás, 16 anos, não pode viver essas mesmas ‘aventuras’, não pode andar com seus amigos e desfrutar de uma boa conversa na praça. O centro de Porto Velho virou lugar de viciados, moradores de rua, marginais, entre tantos outros ‘perigos’. E o pior, não vejo o Poder Público trabalhar para diminuir essa situação, não existem programas de apoio ou assistência. A cada dia, cresce o número de moradores de ruas e nada está sendo feito para tratar desse problema.

Nas redondezas da Rodoviária a situação é pior. Os viajantes são rotineiramente incomodados pelos viciados e 'mendigos'. Até mesmo os moradores da região passam por situações difíceis com essa parcela da população. Será que isso um dia irá mudar? Será que terá solução ou pelo menos algo que amenize essa situação? Essas pessoas precisam de ajuda, é necessário que o Poder Público tome medidas para mudar essa realidade. Uma luz no fim do túnel tem que acender.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Idosos e deficientes físicos não saem aos finais de semana?!

Quetila Ruiz, jornalista

Em uma tarde de domingo, vou até a agência do Banco do Brasil na avenida Presidente Dutra em Porto Velho. Em frente a agência existem vagas reservadas a idosos e deficientes físicos; estaciono longe, mas não me atrevo a ocupar as vagas destinadas a esse público. Logo em seguida dois motoristas, que não se adequavam às exigências para as vagas, chegam e estacionam.

Relutei, mas minha indignação foi tão grande que tive de questionar. "O senhor estacionou na vaga para deficientes" - O mesmo respondeu - "É domingo, ninguém vai ocupar a vaga. É rapidinho", e seguiu para dentro da agência. A mesma resposta foi utilizada pela senhora que ocupava a outra vaga - "É final de semana, não tem necessidade. Vai ser rápido".

Fiquei pensando com meus botões, "Será que eles pensam que idosos e deficientes não saem nos finais de semana? Será que os pais deles (acredito que idosos), ou amigos que possuam deficiência, não saem aos domingos?! Será que só eu conheço idosos e deficientes que vivem e também possuem rotinas de irem a agências bancárias aos finais de semana?!

O povo vai as ruas contra a corrupção, mas a corrupção está em simples atos do dia a dia, de uma vaga ocupada indevidamente, de uma fila que foi furada, de um acento preferencial no ônibus ocupado erroneamente, de um voto vendido em época de eleição, de uma vantagem em cima do vizinho e de tantos outros atos corruptos. Corrupção é, também, quando os pais sabem que para tirar boas notas seus filhos “colam”, e às vezes até presenteiam o “colão”. Para melhorar o Brasil, é necessário primeiro melhorar a população.

A Lei 10.098/00, estabelece direitos aos portadores de deficiências ou mobilidade reduzida. Dentre suas regras, estabelece a reserva de 2% das vagas de estacionamento em vias ou espaço públicos para pessoas portadoras de deficiências ou mobilidade reduzida.

A Lei 10.741/03, estabeleceu a garantia dos direitos aos cidadãos com idade igual ou superior a 60 anos. Assegurando a reserva de 5% de vagas de estacionamento em locais públicos ou privados.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O perigo vive ao lado

Texto escrito para a coluna "Agenda do Repórter", do jornal 'Estadão do Norte'.
A coluna é diária, mas os textos escritos por mim, saem apenas as quintas-feiras.
Publicação - O Estadão do Norte - Edição do dia 07/07/11


O perigo vive ao lado
O numero de boletins de ocorrências envolvendo abuso sexual de crianças tem crescido bruscamente em todo o Brasil, todos os dias são diversos casos e matérias relatando crimes sexuais contra menores, e o que mais está intrigando as autoridades é que os criminosos, na maioria das vezes, são os pais ou quem deveria ser responsável pela criança.

Uma pesquisa realizada no Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo – USP revelou a cada dez crianças vítimas de abuso sexual, quatro são agredidas pelo próprio pai e três, pelo padrasto. Os resultados foram obtidos após a análise de 205 casos de abusos a crianças ocorridos de 2005 a 2009. As vítimas dessas agressões receberam acompanhamento psicológico no Hospital das Clínicas e tiveram seu perfil analisado pelo Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense do hospital.

Foi detectado que 88% dos casos de abuso infantil, o agressor faz parte do círculo de convivência da criança. O pai (38% dos casos) é o agressor mais comum, seguido do padrasto (29%). O tio (15%) é o terceiro agressor mais comum, antes de algum primo (6%). Os vizinhos são 9% dos agressores e os desconhecidos são a minoria, representando 3% dos casos. Também foi detectado na pesquisa que 63,4% das vítimas de abuso sexual são do sexo feminino. Na maioria dos casos, a criança abusada, independente do sexo, tem menos de 10 anos de idade.

Os dados comprovam que é necessário um trabalho de acompanhamento, programas voltados para a família, visando conscientizar e evitar esse tipo de comportamento dentro das residências brasileiras. O pai, que seria justamente a pessoa responsável por proteger a criança, está sendo seu principal agressor.

Alem de políticas públicas voltadas para a segurança infantil, as próprias mães também deveriam fazer um monitoramento da criança, pois devido a pouca idade das vitimas, elas se tornam ainda mais frágeis, e a maioria das crianças terminam não denunciando seus agressores. Ao notar a mudança de comportamento de uma criança é necessário que seja verificado o que está acontecendo, as mães devem estar atentas as mudanças de humor das crianças, isso poderá ser um sinal de algo mais grave.

'2º Festival de Dança'

FONTE: http://oimaginarioro.com.br/site/

'Amazônia Encena na Rua'


PROGRAMAÇÃO



Dia 18
18 horas – Cortejo de Abertura (concentração Praça das Caixas D´água)
19 horas – Abertura Oficial do Amazônia Encena na Rua 2011
20 horas – Meu Boi Precioso
Ponto de Cultura Ponto de Início – Porto Velho – RO
O espetáculo conta a história de Chico, que quer cortar a língua do boi mais querido do patrão para satisfazer uma vontade de grávida de sua mulher Catirina. Quando o patrão descobre, obriga Chico a ressuscitar o boi.
21 horas – Saltimbembe Mambembancos
Grupo de Circo e Teatro Rosa dos Ventos – Presidente Prudente – SP
É um espetáculo que mistura Circo com Teatro de Rua, onde são apresentados números de variedades como: Malabarismo, Acrobacias de solo e Perna de pau. Todo esse repertório é acompanhado por música ao vivo e vivido pelos palhaços da trupe.

Dia 19
19 horas – Meu Rio
Grupo QuebraCabeça – Porto Velho – RO
Conta a história de um rio, desde que nasce o mundo até o momento em que o homem entra e converte os dias em momentos de tristeza e morte. A apresentação sem diálogos é acompanhada por movimentos das formas que, com música, desenvolvem a história.
20 horas – Umas e Outras
Cia. Aqueles Dois – Cuiabá – MT
Os dois palhaços contadores, Bananinha e Pelota, são dois parceiros, dois amigos, dois rivais, enfim, dois humanos que contam historietas através de seus corpos. A música e a contação de estórias são os ingredientes necessários para contar as aventuras do menino levado “João Jiló” e a das diabruras de “Pedro Malazartes”.
21 horas – João Cheiroso e João do Céu vendendo cordel
Grupo Eureca – Amapá – AP
A peça narra a história de pai e filho, ambos artistas de rua, populares vendedores de Cordel do Nordeste. A missão é simples e árdua: contar histórias e vender Cordel, na tentativa de ganhar o sustento e repassar a cultura para as gerações futuras.

Dia 20
19 horas – Exercício número II - Bufo e Zitinha
EntreAtos Companhia de Arte – Belém - PA
O espetáculo começa quando os dois palhaços se encontram e Zitinha diz que vai se apresentar ali naquele lugar. Bufo não gosta nada da idéia, já que também veio pra se apresentar. Decidem então fazer uma pequena disputa e deixar o público decidir quem vai apresentar seu espetáculo.
20 horas – O Casamento da Filha de Mapinguari
Cia Vitória Régia – Manaus - AM
O Mapinguari é tão horrível que todos os temem. O pior é que ele cisma em casar sua filha única, Lua Nova, e para que isto aconteça espalha-se a notícia pela floresta. Vai ser um rebuliço!
21 horas – A Farsa do Advogado Silva e Santos
Cia do Lavrado – Boa Vista – RR
O espetáculo conta a história do advogado Janderlei Silva e Santos que, diante da maior dureza, encontra um meio mais fácil de colocar o peixe na mesa. Tendo sua mulher como cúmplice, ele cria um plano infalível para sair do sufoco, mas a vida não perdoa os desonestos e nem tudo termina como eles planejaram.

Dia 21
19 horas – O Que é o Amor
Os Tawera – Palmas – TO
São histórias e cantos sobre a paixão e uma alegre reflexão sobre o namoro e o casamento, em busca da compreensão de O que é o amor! Utilizando-se de bonecos e tambores artesanais da Aldeia TabokaGrande, o espetáculo apresenta um personagem inconformado e em constante luta pelo sucesso nos seus relacionamentos.
20 horas – O Dragão de Macaparana
Cia de Artes Fiasco – Porto Velho – RO
O espetáculo conta a história de dois artistas mambembes: Valdinho e Burluvio, que ganham a vida levando sua arte a varias cidades em cima de uma carroça e que sempre acabam saindo fugidos por causa das inúmeras confusões que aprontam em todos os lugares onde se apresentam.
21 horas – A Máquina do Tempo
Oigalê – Cooperativa de Artistas Teatrais – Porto Alegre – RS (Oigalê é patrocinado pela Petrobras)
A Oigalê propõe um trabalho de educação ambiental através do espetáculo “A Máquina do Tempo”, enfocando a questão do uso racional da água. Para isso, apresenta as figuras características da família Brasileira como pano de fundo para despertar a população sobre a necessidade de preservação do meio ambiente.

Dia 22
19 horas – Palita no trapézio
Cia. MiraMundo Produções culturais – São Luiz - MA
A palhaça Palita Presepada está sem trabalho e sem ter onde dormir, a vaga de trapezista no circo é sua única chance. Desesperada para entrar no circo do grande trapezista Jack Jones, Palita desafia o trapézio, que do alto de sua superioridade a ignora, sereno...
20 horas – Arigó
Grupo Metaeufóricos – Guajará-Mirim – RO
Arigó, um trabalhador nordestino, tem a alma presa ao morrer por uma entidade indígena que domina o mundo dos mortos, o gigante Towira Towira. Depois de muitos anos de sofrimento, Nossa Senhora do Seringueiro roga pela alma dele e o gigante aceita ouvir a história do Arigó e assim decidir por sua libertação ou aprisionamento.
21 horas – As Mulheres de Molière
Cia. Visse e Versa de Ação Cênica – Rio Branco - AC
Espetáculo inspirado em três obras do renomado dramaturgo francês do século XVII, Jean Baptiste Poquelin, o Molière. Regada a músicas e danças da época, a peça é um trabalho repleto de cores e fantasias que faz com que o público mergulhe na cultura francesa mesclada à cultura popular do Brasil.

Dia 23
19 horas – Esse lugar é Meu e Uma valsa
Grupo Locombia de Teatro de Andanças – Boa Vista - RR
Em “Esse Lugar é Meu” é mostrada a história de dois músicos atrapalhados e um mágico que, disputando o espaço na tentativa de se apresentar, convertem o cenário numa luta campal. Em “Uma Valsa ou O Amor a Terceira Vista”, um gari sonha num mundo onde o lixo é transformado em poesia, até que um dia se apaixona pela sua vassoura.
20 horas – Eu aqui brigando com o Mundo e Vocês aí fazendo Palhaçada
Cia EntreAtos – Belém - PA
Quatro palhaços, Boop, Babu, Espia e Zitinha, vivenciam várias situações para dar conta de preencher o espaço vazio do picadeiro-rua, e se desdobram em diversas funções, sempre caindo em ridículos fracassos. Na cena tentam ser: Músicos, malabaristas, mágicos e personagens do cotidiano, entre outros.
21 horas – A farsa do Advogado Pathelin
Grupo de Circo e Teatro Rosa dos Ventos - Presidente Prudente - SP
O espetáculo propõe uma saborosa fusão entre circo e teatro, utilizando o jogo do palhaço, acrobacia, malabarismo, pernas de pau e música ao vivo para contar a história do Advogado Pathelin, um grande trapaceiro. Com muito humor, mexe com os poderes morais e políticos, num jogo em que as personagens e público se envolvem numa festa cômica.

Dia 24
19 horas – Procura-se
BRSA – Coletivos de Artistas – Brasília - DF
“Procura-se” é um trabalho cênico de dois cidadãos palhaços que procuram emprego, mostrando suas habilidades individuais e coletivas da arte da palhaçaria. Contém jogos clássicos às duplas de palhaços, músicas, interações e brincadeiras com a platéia, além do discurso político e individual dos dois artistas-palhaços.
20 horas – Atrapalhaças!
Cia. MiraMundo Produções Culturais – São Luiz - MA
Palita Presepada e Miss. Banana são amigas, mas estão afastadas há muito tempo. Reencontram-se para apresentar um grande show promovido pela palhaça Belecona, que tenta reaproximá-las por meio da magia do circo. Entre muitas trapalhadas e disputas, as palhaças nos dão uma grande lição de amizade, paz e alegria.
21 horas – O Negrinho do Pastoreio
Oigalê – Cooperativa de Artistas Teatrais – Porto Alegre – RS (Oigalê é patrocinado pela Petrobras)
Livre adaptação da lenda homônima de Simões Lopes Neto. Conta a saga de um escravo que, por ter perdido uma corrida de cavalos, é cruelmente torturado até a morte pelo seu senhor e passa a ser conhecido como procurador das coisas perdidas. Basta acender um toco de vela pro Negrinho. Se ele não achar, ninguém mais acha.

FONTE: http://www.oimaginarioro.com.br/